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Faroeste Caboclo

   Ontem fui ao cinema ver o filme Faroeste Caboclo, quando o filme terminou e começaram a subir os créditos ninguém se levantou, todos ficaram ali para ouvir a música do Legião Urbana que dá título ao filme como que para relembrar a letra e compará-la com o que acabaram de ver.

É comum pensar que veremos na tela um vídeo clipe, o filme não passa nem perto de se parecer com um. É bem construído, mérito dos roteiristas e do diretor que diante das várias possibilidades narrativas oferecidas pela letra da música optaram por contar uma história de amor. A batalha travada entre João de Santo Cristo e Jeremias não é a única a ser explorada, a batalha entre destino x escolha, é travada intimamente pelos personagens ao longo do filme.   

O longa apresenta os principais fatos citados na música numa ordem cronológica diferente. Como por exemplo, na música Jeremias e Maria Lúcia demoram a aparecer, no filme são apresentados ao público logo no inicio. As cenas de ação são boas e convincentes, as cenas de sexo são bonitas, sem vulgaridade e só reafirmam o romantismo existente entre os personagens.


Devido ao poder narrativo e descritivo da música todos que já ouviram a transformaram em um filminho dentro da sua cabeça, e por isso pode haver certas expectativas, meu conselho é: vá ao cinema sem elas e você será surpreendido.





Trailer de Faroeste Caboclo




Assim como Faroeste Caboclo há outros filmes nacionais baseados em letras de canções de grandes nomes da música brasileira.



A música
"Sentado à beira do caminho" de Roberto Carlos e Erasmo Carlos inspirou o filme ‘A Beira do Caminho’ de Breno Silveira.






Música "Sentado à beira do caminho" 






E "Olhos nos Olhos" de Chico Buarque inspirou ‘O Abismo Prateado’ de karim Aïnouz.






Música Olhos nos Olhos 







Texto: Núbia Almeida



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