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Uma combi amarela e Tic Tac sabor laranja


A palavra INDIE é uma abreviação da palavra inglesa INDEPENDENT (independente).  No caso do cinema, os filmes que recebem essa classificação são aqueles de baixo orçamento (inferior a US$ 15 milhões) que buscam recursos para produção fora dos grandes estúdios, seja através de fundações filantrópicas (como é comum nos Estados Unidos), no setor privado ou às vezes do próprio bolso (dos diretores, produtores). Mas há muito tempo que a palavra indie deixou de significar independente e passou a identificar uma contracultura que inclui lugares, comportamento, música, moda e cinema.



Os filmes indies apresentam uma narrativa mais lenta (Indomével Sonhadora (2012), Once – Apenas uma vez (2006)), referencias pop, adoráveis personagens desajustados (Submarine (2010), Se Enlouquecer Não Se Apaixone (2010), As Vantagens de ser Invisível (2012)) e trilha sonora alternativa cheia de bandas que provavelmente nunca ouvimos falar (ótima fonte para descobrir novas/velhas bandas).  Outra característica dos indies é render boas bilheterias como aconteceu com Pequena Miss Sunshine (2006) e Juno (2007). Também é possível reconhecer um indie pela cara, ou melhor, pela capa do filme. 



Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Garota Explosiva, Tio kent, Um Lugar Qualquer, Super, Cashback, Inquietos, Win Win - A Vida é um Jogo e Não Fui Eu, Eu Juro!




Quando o filme O Lado Bom da Vida (Oscar de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence) apareceu no Oscar esse ano trazia uma característica que deu todo o charme à história, a quem diga que o filme reinventava o gênero comédia romântica. Embora seja uma adaptação do romance homônimo escrito por Matthew Quick, o filme na verdade não reinventa nada, apenas se apossa de uma das características dos filmes indies, que são os personagens desajustados, com leves ou graves problemas mentais.  O indie tem dessas coisas de criar estilo, tendência, que o cinema comercial acaba tomando pra si. 







Texto: Núbia Almeida



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