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Ao abrir a porta somos introduzidos no seio familiar para testemunhar o drama que gira em torno da morte de Angeliki em seu aniversário de 11 anos. As investigações da polícia e do serviço social concluem que a garota cometeu suicídio, mas a família insiste que foi um acidente. 


A apresentação dos personagens é confusa no inicio, confusão proposital e fundamental para a narrativa. Ainda assim é possível perceber uma atmosfera estranha, o olhar entre as garotas ao posarem para a fotografia denuncia que nesse ambiente familiar há segredos.


Cena do filme "Miss Violence" | Foto: Divulgação


A cena em que nos é revelado o grau de parentesco do patriarca em relação às crianças mais novas torna possível deduzir a causa dos acontecimentos anteriores. A partir daí os segredos são revelados gradualmente, ganhando um desenho cada vez mais cruel contido na repressão e no pacto de silencio. O filme é marcado por uma câmera estática, fotografia dessaturada e a carência de trilha sonora.  Depois de algum tempo testemunhando o abuso e tensão vividos naquela família, o diretor friamente fecha a porta na nossa cara. 


"Miss Violence" recebeu quatro prêmios no Festival de Veneza em 2013, entre eles o Leão de Prata de melhor diretor e o Coppa Volpi de melhor ator para Themis Panou. Está em cartaz nos cinemas de São Paulo e Fortaleza. 











Texto: Núbia Almeida

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