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Filmes brasileiros em Berlim


O cinema brasileiro marca presença no 65º Festival de Berlim, são cinco longas, um documentário e um curta metragem selecionados para as Mostras Panorama e Foco. Outros dois projetos, "A Corrida dos Bichos" com direção de Ernesto Solis e "Até o Caminho" de Davi Pretto foram selecionados para o Mercado de Coprodução da Berlinale que reúne produtores, distribuidores, representantes de emissoras de TV e agentes de vendas em um espaço para conhecer os projetos e  negociarem possíveis parcerias de coprodução. 




Mostra Panorama

“Ausência” de Chico Teixeira

Cena de Ausência / Foto: Divulgação


Coprodução entre Brasil/ Chile/ França.

Serginho (Matheus Fagundes) é um menino de 14 anos que diante das circunstancias foi obrigado a crescer antes do tempo. Serginho está em busca de si mesmo e confuso com o despertar da sua sexualidade e a ausência de uma figura paterna o faz perceber que está sozinho no mundo. Ganhou o Prêmio Especial do Júri e o Troféu Redentor de melhor ator para Matheus Fagundes e foi a produção mais premiada no Fest Aruanda 2014.





“Sangue Azul” de Lírio Ferreira


Cena de Sangue Azul / Foto: Rodrigo Valença /  Divulgação


Há 20 anos, em uma ilha paradisíaca, um menino é separado de sua irmã pela mãe que teme uma relação incestuosa entre eles. O menino é mandado para o continente com Kaleb, ilusionista do Circo Netuno que passava pela ilha. No continente Kaleb instrui o menino nas artes circenses que agora é Zolah, o homem-bala. Agora Zolah retorna à ilha com circo, é hora de reencontrar a família e resolver as questões pendentes. O longa foi o grande vencedor do Festival do Rio 2014, além do Troféu Redentor de Melhor Filme, também ganhou os prêmios de melhor diretor e melhor ator coadjuvante para Rômulo Braga.





“Que Horas Ela Volta?” de Anna Muylaert


Cena de Que Horas Ela Volta? / Foto: Aline Arruda / Gullane Filmes / Divulgação

Uma doméstica que deixa sua filha no interior de Pernambuco para trabalhar em São Paulo, 13 anos depois, sua filha vem para a capital paulista prestar vestibular e é acolhida pelos patrões da mãe, mas a jovem não age de acordo com as expectativas tornando a convivência de todos difícil. Com Regina Casé e Camila Márdila, a dupla protagonista ganhou o Prêmio de Interpretação no Festival de Sundance 2015.




Panorama Dokumente


“Jia Zhang-Ke, um homem de Fenyang” de Walter Salles


Jia Zhang-Ke, um homem de Fenyang / Foto: Divulgação

Um retrato afetivo do jovem realizador chinês que, para muitos, se tornou um dos mais importantes cineastas de nosso tempo. Para este documentário Jia Zhangke volta aos locais de rodagem de seus filmes, junto com seus atores, amigos e colaboradores mais próximos. Jia relembra as fontes de inspiração de filmes como Plataforma, Em Busca da Vida e Um toque de Pecado. É a memória de um cineasta, mas também de todo um país em convulsão, a China, que se desvenda pouco a pouco.




Mostra Forum


"Brasil S/A" de Marcelo Pedroso


Cena de Brasil S/A | Foto: Divulgação

Edilson é um cortador de cana, com a chegada das máquinas ele se vê obrigado a deixar o canavial e parte para sua primeira missão espacial, um pequeno passo para ele e um enorme passo para o Brasil. Ganhou os prêmios de roteiro, trilha sonora, som, montagem e direção no festival de Brasília 2014 e foi exibido na Mostra Transições da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Colocar link para a crítica do filme na revista.



“Beira-Mar" de Marcio Reolon e Filipe Matzem Bacher


Cena de Beira-mar / Foto: João Gabriel de Queiroz / Divulgação

Martin e Tomaz vão passar o fim de semana na praia durante o inverno para resolver problemas familiares. Os jovens estão imersos em um universo próprio, alternando entre distrações e reflexões eles se abrigam em uma casa envidraçada á beira de um mar frio e revolto. Primeiro longa da dupla de diretores é o único representante da América Latina a disputar o prêmio “First Feature Award”.



Mostra Forum Expanded



"Viventes" de Frederico Benevides




Foto: Frederico Benvenides


A instalação consiste numa série de quadros que apontam para personagens construídos com base na observação do povo cearense, um dos temas da obra de Moreira Campos. 




"Je proclame la destruction" de Arthur Tuoto




Je proclame la destruction / Foto: Divulgação



Resultado de duas colagens do filme La diable probablement de Robert Bresson (1977) repetidos em loop infinito. 




"Fuja dos meus olhos" de Felipe Bragança



Cena de Fuja do meus olhos / Foto: Felipe Bragança / Divulgação

Um curta-metragem sobre as memórias, histórias e sonhos de refugiados africanos em Berlim.





Berlinale Shorts


 “Mar de Fogo” de Joel Pizzini


Cena de Mar de Fogo / Foto: Divulgação

O curta é um filme-ensaio experimental que recria livremente a visão do cineasta Mário Peixoto ao conceber sua obra prima, Limite (1930) um clássico do cinema mudo. Foi exibido no Festival internacional de Curtas Metragens de São Paulo em 2014. Disputará o Urso de Ouro e Prata para curtas metragens, que pela primeira vez também concorrem a um prêmio de 20 mil euros.




Mostra NATIVe de cinema indígena 



"Hepari Idub'rada, Obrigado Irmão" de Divino Tserewahú





Cena de Hepari Idub'rada, Obrigado Irmão / Foto:  Divino Tserewahú / Divulgação


Desde a primeira vez que viu uma câmara de vídeo nas mãos do seu irmão, Divino Tserewahú, Xavante da aldeia de Sangradouro teve a certeza que seria “filmador”. Hoje ele domina a linguagem e as técnicas de  gravação  e  edição e conta- nos a trajetória  do seu  trabalho em  parceria com  a  sua comunidade.




"O Mestre e o Divino" de Tiago Campos Tôrres




Cena de O Mestre e o Divino / Foto: Tiago Campos Tôrres / Divulgação


A aldeia de Sangradouro, no Mato Grosso recebe a visita de dois cineastas, o Xavante Divino Tserewahú e do alemão Adalbert Heide que auxiliam na descoberta de certas tradições da tribo.





"As híper mulheres (Itão Keugü)" de Carlos Fausto, Leornardo Sette e Takumã Kuikuro




Cena de As hiper mulheres / Foto: Takumã Kuikuro / Divulgação


Temendo a morte da esposa, um velho pede ao sobrinho para realizar o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu, para que ela possa cantar pela última vez. As mulheres da tribo começam os ensaios, enquanto a única cantora, que de fato conhece todas as canções está doente.




"Ma Ê Dami Xina - Já me transformei em imagem" de Zezinho Yube 



Ma Ê Dami Xina - Já me transformei em imagem / Foto: Divulgação


A história dos Huni-Kui, do contato inicial até o trabalho atual. Os depoimentos dos realizadores do filme e das personagens dão sentido ao processo de dispersão, a perda e o reencontro vividos por esse povo. 






Texto: Núbia Almeida

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